agradável

Ontem experimentei o sabor amargo e simultaneamente libertino de estar só.
Em norma a solidão é um território que não me é desagradável, e que aproveito para as minhas sessões de reflexão e processamento com catalogação de eventos recentes.
Mas ontem apeteceu-me perder-me como cidadão incógnito algures na grande cidade estudando a fauna e a flora.
Foi óptimo.

A vida guarda supressas únicas que ocorre quando menos esperamos. Voltar a rever o meu primo após tantos anos seria sempre uma noite agradável. Nunca imaginei que ele tivesse seguido o seu sonho de ser surfista e tivesse tido aulas no Guincho!
E eis assim que vou parar com Jean mais a sua encantadora namoradita aí uns 10 anos mais nova e a amiga com nomes acabados em “ie” a um churrasco na Quinta da Marinha.
Na tal casa de luxo tive a companhia de:

  • stori Alex, um loiro australiano que nos convidou
  • a sua bela ex uma peruana de um gajo se babar todo estilo Pocahontas;
  • duas italianas ßem simpáticas;
  • John um inglês muito castiço (filho de portuguesa que por sua vez era filha de Irlandeses) ás do bodyboard;
  • Peter o skateboarder da Dinamarca;
  • 2 holandeses muito semelhantes ao deus Thor com areia nos miolos;
  • Matilda de 3 anos e os seus respectivos pais da Escócia;
  • uma portuguesa de nome Marta que destoava como é habito nas lusitanas e que estava mortinha por ser comida por alguém que fosse loiro;

Alex já passou
de 20 e muitos mas parece que tem 18, com um trato com muita pinta, sempre descalço licenciado em surfismo e MBA em sedução do sexo fraco. Viveu em França, Havaí e Peru e escolheu a linha para viver. Disse-me algo de muito interessante:
LIFE IS ABOUT THE RIGTH TIMMING depois de termos deitado abaixo 64 latas de cerveja.
HANG LOOSE MAN !!!

Ontem estive com Marie. Fazia quase 8 anos que não via a minha primita francesa. Ça va?
Ela e o namorado, um gaulês de gema foram uma companhia muito agradável, apesar do Bertrand não entender patavina do português. Mas afinal as sardinhas assadas são uma linguagem universal…

É estranho como o tempo às altera alguns traços às pessoas. As expressões físicas e a personalidade mantêm-se.

Conto já as horas … A grande cidade vai dar a vez a um fim-de-semana que promete.

Viva la vita!