inverno

A simplicidade de um dia passado entre quatro paredes, quando lá fora o frio e chuva invernais costumavam ser sinónimo de tédio absoluto. Hoje no entanto passou a ser sinónimo de amor e alegria, tudo graças aos meus dois rebentos e à minha delicada cara-metade.

Depois de um fim de semana exigente, dou-me conta que desta vez a festa do solesticio de Inverno não me está a atormentar particularmente como noutros anos.
Quando penso nesta ausência de stress pré-natalício não vejo nenhuma explicação a não sei a inevitável influência da minha cara metade que vibração com qualquer alusão à época do velhinho das coca-cola. Não tenho feitio para ser o desmancha-prazeres encartado em serviço permanente e por isso forçosamente vou assistindo com mais benevolência ao preparativos mais ou menos frenéticos da quadra. 
Mas tudo isto só é suportável bem
longe das catedrais de consumo como é lógico!

De que vale o céu azul
e o sol sempre a brilhar
se você não vem
e eu estou a lhe esperar
só tenho você no meu pensamento
e a sua ausência é todo meu tormento
quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno

De que vale a minha
boa vida de play-boy
se entro no meu carro
e a solidão me dói
onde quer que eu ande tudo é tão triste
não me interessa o que de mais existe
quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno

Não suporto mais
você longe de mim
quero até morrer
do que viver assim
só quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro’ inferno uou uou