2008

*PARA QUE OS PORTUGUESES SAIBAM… *
*Fernando Nogueira:*
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora – Presidente do BCP Angola

*José de Oliveira e Costa:*
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

*Rui Machete:*
Antes – Ministro dos Assuntos Sociais
Agora – Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

*Armando Vara:*
Antes – Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora – Vice-Presidente do BCP

*Paulo Teixeira Pinto:*
Antes – Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora – Presidente do BCP (Ex. – Depois de 3 anos de ‘trabalho’,
Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até
morrer…)

*António Vitorino:*
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta – (e ainda umas ‘patacas’ como comentador RTP)

*Celeste Cardona:*
Antes – Ministra da Justiça
Agora – Vogal do CA da CGD

*José Silveira Godinho:*
Antes – Secretário de Estado das Finanças
Agora – Administrador do BES

*João de Deus Pinheiro:*
Antes – Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora – Vogal do CA do Banco Privado Português.

*Elias da Costa:*
Antes – Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora – Vogal do CA do BES

*Ferreira do Amaral:*
Antes – Ministro das Obras Públicas (*que entregou todas as pontes a jusante
de Vila Franca de Xira à Lusoponte*)
Agora – Presidente da *Lusoponte*, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc…etc…etc…

*O que é isto? Não, não é a América Latina, nem Angola. *
Portugal no seu esplendor .*

*C**unha?** G**amanço?*
…e depois este ESTADO até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

*Já é tempo de parar! Não te cales, DENUNCIA!*

O fim de semana passado foi recheado de reencontros sobe o auspicio natalício.

Almoços e jantaras estavam agendados, a custo, nas agendas sobrecarregas da época. Com ou sem renas, o Natal tem vindo a preencher os restaurantes festas e encontros, pretextos para gastar alguns trocados enquanto estão no bolso. Isso já é tradição entre nós.

Logo ao almoço, numa festividade pouco tradicional, recheada de rebentos, acho que me comovi bastante por ter reencontrado J. passado todos esses anos de tempestuosidades inúteis sem sentido que nos afastou. Mas num click e porque a maturidade assentou nas nossas mentes com os anos, tudo se resumiu a sorrisos e cumplicidades. E isto com as maravilhas ao meu lado.

Ainda a suspirar fui para o jantar, que já tradicionalmente junta a trupe do inspector P. e o notável N. Ainda que fosse no sitio do costume, havia a bomba atómica – uma cápsula do tempo filmada por Sony´s Video8 e que devidamente editada, nos caiu numa exibição cinematográfica para reportar o que nos fomos em catraios. A imagem daqueles adolescentes irreverentes e bastante palhaços (para não dizer outra coisa) , além de gerar alguma incredibilidade acerca da quantidade de anos que se passaram, fez uma onda de saudade e fraternidade entre os presentes. Ver a nossa praia ainda não muito betonada, ver o quanto éramos magros, as nossas asneiras, a postura 80´s , as inocências e as sem-vergonhisses, deu um ar muito nostálgico mas feliz. Foi bom reviver o Passado, é ainda melhor viver o presente.

Seria vulgar dizer que te amo. Isso não basta, nem exprime o que sinto, nem como sinto por ti. Pareceria uma frase feita, um chavão esbatido pelo o uso, e não diria o que te quero dizer cada manhã que acordo a teu lado e me sinto feliz por isso.
Bastava ver o meu olhar para ver o brilho, do meu espelho de alma que vibra por ti.

Sonhos Urbanos

A nova geração apresenta-se. Um após outro, os rebentos surgem, dando azo a uma nova fase da vida.

Os meus amigos de infância, da escola, da praia, do liceu, da faculdade, do trabalho, cumprem o desafio inexorável do perpetuar da espécie, um imperativo genético gravado desde os tempos primário no nosso âmago. E como é belo criar um filho, mesmo sabendo da dificuldades contemporâneas da paternidade.

A questão que muitas vezes assola a minha mente é o legado que pretendo ( e quando digo eu também me refiro a todos na minha posição de pai ) – passar a nova geração. Dos setenta para os dois mil, neste país à beira mar plantado muito mudou, alias é perfeitamente irreconhecível o pacato país em que vivo. Não só porque eu nasci em ditadura e as primeiras memorias de televisivas que tenho se prendem com o incrível PREC – ou seja existe hoje uma democracia trintona e algo murcha que tanto contrasta com a minha infância. A paisagem das cidades asfaltou-se e pelo menos na minha cidade o centro municipal passou de um jardim com pombas e autocarros laranjas de dois andares, que deu lugar a um campo de granito que só tem gaivotas.

Lembro-me dos banco estarem em banca rota – um conceito estranho para um pirralho que apenas assumia que era algo mau, pois meus pais estavam preocupados. Curiosamente existe um paralelismo interessante com a crise financeira de hoje, pelo menos nalguns receios, com a grande ressalva que hoje estamos a lidar com uma crise global e não somente nacional.

Por isso me questiono muitas vezes: que futuro daremos à próxima geração?

Once in a while I need a friend
So why won’t you let me recover
It’s just a moment in your life
But sometimes we divide each other

Maybe we could find a time
Eliminate what’s on your mind
We’d do everything we could
Our presence in the neighbourhood

We could break every rule
Anytime we wanted to
Don’t be afraid to live this way
Lets defend the things we say

I want to be up in the air
I could be anywhere
Tell me I’m wrong, at least till tomorrow
Set me free and I will follow

Maybe we could find a time
To elevate what’s on your mind
Recreate for me and you
A master plan just for two

We could break every rule
Anytime we wanted to
Don’t be afraid to live this way
Lets defend the things we say
Elevate what’s on your mind
Eliminate what’s on your mind

Estar alheio aos grandes problemas da nossa civilização, ou apenas meramente com a sensação que o comboio vai em andamento e não é possível saltar, são as sensações que me ocorrem quando sou bombardeado com noticias sobre economia e sobre a politica.
Não creio que tenha existido um período histórico depois da Segunda Grande Guerra Mundial em que o dito Ocidente estivesse perante um colapso.

Mas talvez esta crise não seja meramente economicista, mas talvez também politica, e essencialmente cultural. O liberalismo de braço dado com o capitalismo selvagem, têm danificado a sociedade ocidental, a ponto da cultura ser massificada e o individuo reduzido ao seu papel de consumidor, um mero objecto da engrenagem económica.

Até a politica está esventrada de conteúdo filosófico e ideológico, usando publicidade e campanhas de marketing agressivo para se venderem como um produto embalado, uma imagem como num detergente da louça. A imagem vende, o cabeçalho do jornal vende, mas não o conteúdo, nem as páginas centrais – esse é talvez o paradigma que se nos coloca – encontrar a motivação e as ideias que fazem funcionar as civilizações.

A politica é exasperante : o mal é que os eleitores o outrora proletariado está encharcado em narcóticos consumistas, apenas procura o bem-estar individual, pois para tal foi educado pelo sistema ao longo dos últimos trinta anos. Trinta anos esses de prosperidade e crescimento económico, ou pelo menos aumento do poder de compra para níveis nunca antes tão generalizados – pelo menos na Europa. Eu próprio me sinto narcotizado e alheio – apesar da sensação que atingimos o ponto de não retorno, e que as gerações vindouras – os nossos rebentos, não terão nos seus horizontes expectativas de melhorias de vida tal como a minha geração teve.

Por isso penso no meu futuro e principalmente no meu rebento, num período tão indefinido de crise. Que futuro nós esperará?

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.

Seu peito como um fogo de duas chamas
ardia em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.

Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas estendidas
e oculto fogo. Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,
do meu cabelo e até da minha sombra.
Acontece que me canso de ser homem.

A vida como é habito cria os seus hábitos. A vida corre fluída quando se está feliz e estável, no mundo familiar que criamos e amamos.

Mudando de cena e visitando um espaço noctívago que estávamos já desabituados, podemos assistir a um concerto brilhante e para o qual não compramos bilhetes e que assistimos numa sala de projecção mística, qual cena decadente do 2001 Odisseia no Espaço. E com o meu velho amigo Gin e a mais bela companhia do mundo.

Porém há sempre percalços e situações insólitas que servem de cenário colorido da paisagem permanente. Um particularmente estranho foi a minha querida pet ter decidido que era um gato para-quedista e pôs em pratica aquele desporto radical sem estar apetrechada com o respectivo equipamento felino. O resultado apavorante de ter um gato a cair do terceiro andar só pode ser ainda mais medonho se não se dá conta do voo e se procura o bicho sem muito sucesso. Felizmente, fora o lábio rachado e patas com almofadas estouradas não houve danos de maior a não ser uma conta calada do veterinário e um susto que nos deixou incrédulos de tão inusitado que foi.

Interessante foi uma palavra fraca para descrever a surpresa com que fui brindado num jantar de aniversário de um amigo que está sempre no coração: a medalhada jantou connosco, num momento e lugar completamente improvável.
Acho que a vida não obedece a estatísticas e probabilidades…

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento …
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural…

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva …

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica…
Assim é e assim seja …

Rumando ao Sul do meu país pude observar numas férias de sonho, o quando o meu país é aprazível, terra de bons costumes e acolhedora. Não está patente o país dos telejornais, que todos os dias inundam o televisor com mensagens de sufoco criminoso e insegurança a cada passo, e apesar da crise das estatísticas nunca vi um parque automóvel digno do Qatar a passear-se nas auto-estradas. Algures no aparente das minhas férias e nas notícias sensacionalistas deve existir um Portugal mortiço, economicamente inviável, mas onde ainda não é terrível viver.

Mesmo gostando do meu país, e até do Sul as férias nestes pontos são agradáveis fora da época das festanças de Agosto, longe dos maranhais e multidões histéricas. Apenas num agradável clima ibérico sem as trupes, requisito essencial para existir o conceito férias – a fuga à azáfama e multidões urbanas apressadas. Isso ou a América do Sol. E as caipirinhas…

O teu sorriso, tão parecido como o da tua mãe, alimenta o meu coração e enobrece-me a alma. Quando sorris com a tua inocência resplandecente, fazes-me acreditar na grandiosidade da vida e de como o amor se sobrepõe a tudo. Obrigada.

Yankee soldier
He wanna shoot some skag
He met it in cambodia
But now he cant afford a bag

Yankee dollar talk
To the dictators of the world
In fact its giving orders
An they cant afford to miss a word

Im so bored with the u…s…a…
But what can I do?

Yankee detectives
Are always on the tv
cos killers in america
Work seven days a week

Never mind the stars and stripes
Lets print the watergate tapes
Ill salute the new wave
And I hope nobody escapes

Im so bored with the u…s…a…
But what can I do?

Move up starsky
For the c.i.a.
Suck on kojak
For the usa

Quando os santos caem do altar, escacam-se no chão como meros bonecos de gesso. Alvo de fervor religioso num momento e um monte de cacos no momento seguinte.