Estou bastante feliz, mas num deficit mental preocupante. Sinto-me a correr contra um cronómetro incomensurável e intolerante perante os pequenos imprevistos e atrasos do dia-a-dia.
Esse estranho tiquetaquear como que me sufoca, muito embora a coragem de repensar e agilizar a minha mente aumentam a cada instante, tornando-se mais fácil estar preparado e mais alerta para essas novas alterações que se avizinham.

Neste fim-de-semana pude constatar a enormidade que é a indústria cosmética e o que ela faz movimentar – eu já sabia o quanto a nossa sociedade valoriza a imagem e o conceito «capa de revista» para o perfil feminino e masculino. No entanto escapava-se-me algo importante para perceber o porque de tão grande interesse, no qual eu também vivo: a imagem na vertente da promessa de beleza e juventude mexem em instintos animais básicos, capazes de nos tornar obcecados na sua persecução.

Não ter gorduras, carnes flácidas, olheiras, pele amarelada dá-nos um aspecto mais atraente, saudável e logo maior capacidade de agradar ao sexo aposto. Assim parecer mais jovem é também um sinal de sobrevivência pois a morte estará mais longe da juventude.

É nestes parâmetros que a vaidade se mistura com o consumo e toda uma engrenagem de produtos mais ou menos milagrosos é uma salvação para as nossas pobres mentes consumidoras. Ser belo é a doce miragem da sobrevivência, da capacidade de vir a ser feliz como nas revistas cor-de-rosa, num sonho que nos arrasta para a fogueira das vaidades. Como num anúncio de perfume ou de baton: a vida passa a ser perfeita graças aquela cor ou odor.

Ausente, sofro por mil tormentos que não mereço, ou que não tenho direito de sofrer. É tempo de tentar uma réstia de esperança, ou pelo menos tentar colar os múltiplos estilhaços e inúmeros cacos em que se estilhaçou o meu futuro. Apenas quero um perdão e a chance de recontruir a edificação que ficou abalada.

2. A caminhada

Necessito urgentemente de reviver a minha capacidade de escrever como forma de catarse de emoções acumuladas. Em seis meses a minha vida foi revolucionada por inúmeras acções a enredos originais que me fizeram crescer mental e espiritualmente, como nunca antes. Dir-se-ia que em seis meses cresci tanto como em seis anos.

Estou a evoluir categórica e indesmentivelmente para um novo e renovado ser, mais maduro e ponderado, e, sem margem para dúvida, indiscutivelmente mais humilde e sereno. Mesmo assim, ainda subsiste, o refugo e os resíduos de uma alma mais atormentada e perdida, como antes era, e em situações de limite as falhas submergem, para minha insatisfação, mostrando o quão ridículo e mesquinho eu era, e como ainda tenho uma caminhada longa pela frente.

O caminho esta ainda algo por traçar, mas as metas já se vão esboçando, como promessas de uma Terra Prometida, como um paraíso que apesar de estar distante, está apenas a umas quantas léguas de caminhada insistente.

De que vale o céu azul
e o sol sempre a brilhar
se você não vem
e eu estou a lhe esperar
só tenho você no meu pensamento
e a sua ausência é todo meu tormento
quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno

De que vale a minha
boa vida de play-boy
se entro no meu carro
e a solidão me dói
onde quer que eu ande tudo é tão triste
não me interessa o que de mais existe
quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno

Não suporto mais
você longe de mim
quero até morrer
do que viver assim
só quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro’ inferno uou uou

Peixes é, no seu melhor, o arquétipo do contacto com os “planos superiores”, aquilo que, enquanto não conseguimos «transcender» a nossa condição de «caganitas», chamámos «transcendência»… Assim sendo, nada melhor do que oferecer, a todos, o que foi recebido na última sessão do Grupo de Canalização do Entroncamento. Reparo agora que a sigla deste grupo (GCE) pode ser lida como «gecé» ou, escrito de outra maneira «Je sais». O mais interessante desta sincroniciade (revelada neste preciso momento!) é que a coordenadora e hospedeira deste grupo, naquela cidade junto de Lis/Fátima (!) é francesa! Este texto está nas NOVIDADES, como sempre. Mas, para aguçar o apetite, vejam só a “última” de Kryon.
Para terem uma ideia da velocidade a que tudo isto está a acontecer, grande parte da população ainda desconhece a expressão «Pedir o Implante» e, neste momento, essa expressão já está a ser substituída por outra. Mas vocês não podem ficar para trás; vocês são dos que não ficarão para trás. E não se preocupem se as pessoas se sentem pressionadas, baralhadas ou confundidas; algumas ainda estão a reunir energia e força de vontade suficiente para pedirem o Implante, e vão ser surpreendidas com o facto de que, agora, pedir o Implante já está ultrapassado!

excerto da newsletter P O M B A V E R D E por Vitorino de Sousa
Mago Galáctico Branco (Kin 34)
Cascais – Portugal

1. O jogador

O ano terminou num enorme alarido, tal como seria suposto numa época de mudança.
Os quilómetros sucediam-se, as diferenças, as interrogações.
O Equinócio de Inverno marcou de forma muito intensa a minha forma de encarar a vida. Descobri que consegui fazer-me infeliz e a quem amo, devido ao facto de complicar o que não é complicado. Não havia necessidade de criar uma divisão na minha alma, nem aspirar a que as dificuldades se desvanecessem como se fossem uma névoa passageira.

Silenciei-me, deixei de escrever talvez por ter demasiado , o que escrever e por temer também a introspecção que o meu diário é capaz de gerar ao fixar para o futuro um presente em que a vida e os acontecimentos giram como num pião desenfreado que gira sem cessar.

corrida de cavalos
Baralhei-me na tontura giratória, da ansiedade, medo, perfumadas pelo mais profundo amar. Um amor de verdade que não queria acreditar e que me arrebatara de forma irreversível. Não mais poderia ser o mesmo homem face ao tumulto e pulsar que uma paixão suprema e profunda pode acarretar. O amor modifica-nos a essência, rouba-nos parte da alma rebelde, para nos dar a virtude do nosso intimo estar completo. Como se a voz de uma mulher pudesse também ecoar na nossa alma, partilhando comigo uma possibilidade de futuro.

Abriram-se novas portas, vislumbram-se novos rumos, mas os cavalos cansaram-se de verdade, e acobardaram-se. Os cavalos de corrida agora espumavam sem parar e sentiam no lombo a aposta. Agora a corrida era a valer, jogava-se a vida num telefonema, num SMS, e como numa roleta a bola saltava caprichosamente entre o preto e o vermelho, na mais alta parada em jogo…
parada alta
Quando o pneu estourou na auto-estrada quando seguia a 160, o meu primeiro pensamento foi para ela, e por segundos percebi naquele frio imenso de segunda de manhã que as soluções não são fáceis nem os riscos são pequenos, para quem quer viver e amar. Segui um caminho mais fraco de tentar correr menos riscos, colocar menos fichas. Jogar só no par? Só no Vermelho? E se sai impar? E se sai preto?

E a bola saltava caprichosamente entre os vários números, após ter rodado lentamente na roleta, a ponto de fazer suar de impaciência o jogador.

January 5, 2004
Pisces
Horoscope: Today you could feel a little frustrated about romance, (omitido). You could be challenged by some logistical problems. Maybe your sweetheart lives far away, and it has become difficult to maintain your long-distance relationship. Or perhaps one of you is traveling all the time for work, disrupting your time together. Try not to let outside circumstances discourage you. If the relationship is still a powerful one, it's worth a little extra effort!